Ciência Para Todos

Descobrimos um blog sensacional que nasceu de uma ideia muito simples… 

Uma professora reuniu os seus alunos que por sua vez compraram a ideia de produzir textos de ciência para serem lidos pelos usuários de ônibus em Belo Horizonte….

O projeto é um sucesso!

Conheça um pouco mais sobre o projeto “CIÊNCIA PARA TODOS” no blog: http://www.ufmg.br/cienciaparatodos

Segue abaixo alguns textos que foram elaborados pelos alunos e que estão espalhados nos 240 ônibus da cidade.

 

AS VERRUGAS E AS ESTRELAS DO CÉU

Muitos dizem que contar estrelas no céu faz nascer verruga nos dedos!

Mas sabemos que não é bem assim. Você já se perguntou como as verrugas aparecem?

As verrugas são causadas por um tipo de vírus chamado “papiloma vírus”

ou HPV. Esse vírus só consegue entrar em nosso corpo através de um ferimento. Um pequeno arranhão, por menor que seja, é o bastante! O vírus

infecta tecidos da pele e de mucosas (como aquelas que revestem a boca,

por exemplo).

Nesses locais, a multiplicação do vírus acaba levando ao crescimento

anormal dos tecidos. Como resultado disso, as células se amontoam umas

sobre as outras até ficarem com a aparência da conhecida verruga.

Essas verrugas são muito comuns nas mãos e nos braços e podem ser

facilmente removidas por um médico. Em alguns casos, elas podem desaparecer espontaneamente com o tempo.

Mas uma atenção especial deve ser dada às verrugas genitais, que precisam de tratamento especial porque, além de serem sexualmente transmissíveis, podem evoluir para um câncer, como o de colo de útero. A relação do câncer com o vírus se dá porque o HPV altera a multiplicação das células: então elas passam a crescer de maneira desregulada, o que é uma característica do câncer.

É importante que nosso organismo esteja saudável para que não haja chances de desenvolvermos essas doenças. Assim, manter a saúde sempre em dia é uma excelente prevenção contra a infecção pelo HPV.

Ah, e quanto às estrelas… pode continuar a contá-las!

Texto originalmente escrito por Horácio Antônio Rodrigues para o programa Na Onda da Vida

da Rádio UFMG Educativa e adaptado por Michelle de Melo.

 

 

 

A VIDA QUE VEM DO SOL

Luz do sol

que a folha traga e traduz

em verde novo

em folha, em graça

em vida, em força, em luz.

Caetano Veloso

Com toda a sua força poética, Caetano Veloso aborda na canção “Luz do Sol” um dos processos mais fascinantes do mundo biológico: a fotossíntese! Esse processo permite a existência das plantas e, consequentemente, de todos os outros seres vivos.

É a fotossíntese que faz uma folha crescer, um tronco engrossar, um fruto surgir…

Toda a matéria vegetal que é encontrada na face da Terra só existe porque as plantas fazem fotossíntese. É claro que, para isso, elas precisam dos minerais, encontrados geralmente na terra onde estão plantadas, mas é o sol que lhes dá energia.

Para que o sol, lá de longe, forneça energia, diferentes moléculas da planta absorvem

a luz solar. Nas plantas, a clorofila é a principal molécula que percebe as ondas emitidas pelo sol e se modifica ao absorver essa energia.

Em seguida, com a ajuda dessa clorofila energizada, a água e o gás carbônico passam por reações químicas que produzem mais oxigênio para o ar e mais carboidratos para as plantas.

Assim como nós, animais, as plantas também precisam de muitos tipos de carboidratos para crescerem e se multiplicarem. Nas plantas eles são produzidos através da fotossíntese. Mas nós, seres humanos, não os produzimos. Portanto, devemos ingerir os carboidratos produzidos pelas plantas ou acumulados em outros seres, numa cadeia alimentar.

Ao conhecer esse fascinante processo, esperamos que o homem – “dono do sim e do não”, como diz Caetano em sua música – resolva não ferir a delicadeza dos ciclos naturais da vida, para termos um planeta mais verde, com mais fotossíntese, mais oxigênio e, assim, mais vida!

Texto originalmente escrito por Adlane Vilas-Boas para o programa “Ritmos da Ciência”, da Rádio

UFMG Educativa e adaptado por Laura Barroso.

 

 

MÃE TERRA

debulhar o trigo

forjar no trigo o milagre do pão

recolher a garapa da cana

roubar da cana a doçura do mel

afagar a terra

cio da terra propícia estação

Chico Buarque e Milton Nascimento

A letra dessa canção, de Chico Buarque e Milton Nascimento, descreve algumas fases da natureza, do cio da Mãe Terra, que é afagada, preparada para ser fecundada e dar frutos.

Esse parece ser um universo diferente daquele em que vivemos hoje, pois trata

de coisas básicas – plantar para a subsistência, conhecer a terra e seus elementos

– sobre as quais as pessoas da cidade grande geralmente não pensam. Parece estar num passado muito distante o ato de colher, da própria fazenda, o trigo para

fazer o pão e a cana para fazer o açúcar, como diz a música.

Nossa sociedade consome alimentos produzidos em escala industrial, ou seja,

grande quantidade de comida é plantada e colhida em pouco tempo. Essa produção é alcançada com o uso de quantidades enormes de fertilizantes químicos

e agrotóxicos. Mas, afinal, o que é mais importante: a necessidade da produção em larga escala ou o resgate da agricultura familiar autossustentável?

Existem discussões arrebatadoras entre os defensores dos lados opostos dessa

questão, ou seja, não existe uma resposta pronta para esse dilema. Mas uma

coisa é certa: nós, como sociedade, temos, junto aos cientistas, um importante

papel, que é utilizar os avanços da ciência para também cuidar da terra e de

nossa saúde. Por isso, é muito importante que cada um se informe da melhor

maneira sobre a realidade. Entender ciência é essencial para que alguém se torne um cidadão responsável pelo seu próprio futuro e pelo futuro de seu país.

Texto originalmente escrito por Adlane Vilas-Boas para o programa “Ritmos da Ciência” da

Rádio UFMG Educati va e adaptado por Laura Barroso.

 

 

CONHECENDO UM POUCO SOBRE CÉLULAS-TRONCO

 

Todo dia ouvimos falar de célula-tronco, mas você sabe o que significa esse nome? Sabemos que célula é a unidade estrutural e funcional dos seres vivos, ou seja, são elas que executam todas as tarefas de um corpo. E o tronco? Por que células-tronco?

Imagine o tronco de uma árvore. Ele sai do chão até surgirem os galhos, que mudam em folhas, flores e frutos. A célula-tronco é como o tronco de uma árvore. A partir dela, surgem todas as células do corpo, diferentes umas das outras e com funções específicas.

As células-tronco acompanham o ser vivo desde a sua criação. Depois, elas se diferenciam, por exemplo, em células do coração, do cérebro, da coluna vertebral ou em outras células do organismo. Essa é uma capacidade especial e única das células- tronco, porque as outras células só se diferenciam em um tipo específico de tecido. Dessa maneira, uma célula da pele só poderá reconstituir a pele, nunca outro órgão.

À medida que um ser vivo vai crescendo, ainda guarda algumas células-tronco. Mas essas células têm capacidade de diferenciação limitada, ou seja, as células-tronco adultas só se diferenciam em alguns tipos de tecidos.

Hoje em dia, os cientistas estudam formas de programar células-tronco para que elas se diferenciem em tecidos ou órgãos que precisam ser reparados. Essa é a chamada medicina regenerativa, que promete, para o futuro, avanço significativo no tratamento de algumas doenças como, por exemplo, doença de Parkinson e doenças do coração.

Texto originalmente escrito por Horácio Antônio e Solange Ribeiro para o programa Na Onda

da Vida, da Rádio UFMG Educativa 104,5 FM, e adaptado pela equipe do Ciência para todos.

 

 

 

A HISTÓRIA DE GALILEU

Você já ouviu falar de Galileu Galilei? Ele é considerado o pai da ciência moderna por defender o uso de experimentos para comprovar hipóteses.

Mas o que tornou Galileu mais famoso foi a sua briga com a Igreja Católica sobre o movimento da Terra e do Sol.

Galileu defendia que a Terra girava ao redor do Sol, uma ideia muito estranha, pois, a época, acreditava-se que a Terra era o centro do Universo. Poucos acreditaram nele, mas hoje sabemos que Galileu estava certo. Na verdade, o movimento do Sol que observamos no céu, ao longo do dia, é apenas uma sensação.

Por causa dessa briga, Galileu é visto como o herói que revelou a verdade e a Igreja é vista como a vilã que o condenou. Mas nem tudo é como parece ser. O herói nem sempre está certo e a vilã, nem tão errada.

Alguns historiadores defendem que a Igreja não era contra avanços científicos, mas era contra ideias que contradiziam ensinamentos bíblicos. O próprio Papa era amigo de Galileu e via os estudos dele com bons olhos. Mas sentiu que sua confiança foi traída quando Galileu que publicou um livro em que defendia as próprias ideias como verdade e não como hipótese, sem ter provas suficientes para isso e de forma arrogante.

Galileu acabou pagando caro por ter usado as palavras erradas, ficando em prisão domiciliar pelo resto da vida. Recentemente a Igreja se desculpou pelo erro de ter condenado Galileu.

Texto originalmente escrito por Brunah Schall para o programa Na Onda da Vida, da Rádio

UFMG Educativa 104,5 FM, e adaptado por Yuri Fernandes.

 

 

O SEGREDO DOS VAGALUMES NAS PULSEIRAS DE NEON

As reações químicas acontecem onde menos imaginamos. É o caso das pulseiras de neon e dos vagalumes, que emitem luz através de reações químicas.

Na pulseira de neon ocorre quimiluminescência, que emite luz fria em consequência de uma reação química. Já a bioluminescência é um processo semelhante, porém acontece naturalmente em seres vivos, como no vagalume, em que a energia obtida dos alimentos se transforma em energia luminosa.

A emissão de luz nos vagalumes ocorre para atrair as presas e para a comunicação sexual entre os parceiros: o sistema nervoso do macho emite um sinal quando ele encontra a fêmea. Infelizmente a reprodução deles está ameaçada pela luz artificial das cidades, que inibe o efeito da luminescência.

Já as pulseiras de neon são constituídas por uma solução química de corante e um derivado do petróleo. Dentro da pulseira há uma ampola com uma solução de água oxigenada. Quando a pulseira dobra, a ampola quebra e as soluções se misturam, fazendo com que ocorra uma reação provocando a emissão de luz da cor do corante.

A intensidade da luz e o tempo de emissão dependem das condições de temperatura: em baixa temperatura, a intensidade da luz será fraca, mas durará mais tempo; em alta temperatura, a intensidade será alta, mas durará pouco, pois a reação será mais rápida.

Como podemos ver, a pulseira de neon é uma reprodução, em laboratório, daquilo que a natureza faz com excelência.

Texto escrito por Drielle Barbosa Pereira e Fabiana Andrade Campos, do Colégio Técnico da

UFMG, premiado no Concurso de textos científicos promovido pelo Departamento de Química

e Diretoria de Divulgação Científica da UFMG em comemoração ao Ano Internacional da Química.

 

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